terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Confesso-me ao vento.

 Tropeço nos meus próprios sonhos
Inexorável o medo que os domina
Sou eu na fragilidade de um lamento
Um choro ficcionado nos meus olhos
Confesso-me ao vento.
 
 
É só um cisco…

Já de mim fujo a tempo inteiro
Defraudada sou feita de restolhos
Até a alma desfolhada me abomina

Levito, feita em mil e uma partícula
Sou matéria amorfa, cremada viva
Confesso-me ao vento, meu único amigo

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
http://www.luso-poemas.net/modules/news/pages.php?tag=vento
 

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