terça-feira, 22 de setembro de 2015

A FOTOGRAFIA ETNOGRÁFICA DE PIERRE FATUMBI VERGER

           A FOTOGRAFIA ETNOGRÁFICA DE

                  PIERRE FATUMBI VERGER


O século XX veio consolidar a fotografia não apenas como uma das artes mais fundamentais do imaginário humano, capaz de eternizar e congelar o que chamamos de tempo e o que os poetas chamam de paisagens interiores. Este período também veio mostrar que técnicas poderiam ser empregadas para a documentação histórica, para o registro. E alguns espíritos indomáveis - uniram às significâncias artísticas da linguagem fotográfica para documentar sua época - um povo, e unir ocultamente nações – entre eles – um dos maiores fotógrafos de todos os tempos, o mestre francês - ou do mundo - Pierre Edouard Léopold Verger.

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Pierre nasceu em 1902. De uma família de classe social elevada. Seu pai era dono de uma gráfica – que Verger herdou tempos depois – entretanto, com trinta anos de idade, o então jovem de destino elementar estava completamente sozinho no mundo. Entre desgraças familiares e a solidão, optou por tornar a fotografia um ofício capaz de fazê-lo mergulhar no mundo e suas aglomerações raciais.
Pierre Boucher - grande fotógrafo francês e amigo de Verger - o iniciava na fotografia e este começava a trabalhar na Aliança Foto, fundada por Boucher. Verger estava dando seus primeiros passos viajando entre alguns países, ajudando a montar sua visão etnográfica e sua relação com a realidade social destes povos.
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Tornou-se andarilho, percorria quilômetros à pé fotografando e registrando suas andanças com uma Rolleiflex. Fazendo estudos e longas peregrinações. Vagava entre ilhas. Entre comunidades distantes e retratando seus cotidianos. Nestes descaminhos, Verger conhece Marc Chadourne, repórter da revista francesa Paris-Soir, esse o convida a trabalhar como repórter-fotográfico. O jovem perdido até então em seus enigmáticos rumos acaba aceitando a incumbência de registrar as comunidades negras americanas e conflitos no Japão e China.
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Também neste período de 1934, Pierre começa a trabalhar para o Musée de l’Ethnographie, onde contribuiu entre outros com Helène Gordon e Alfred Métraux, este último, importante antropólogo suíço da primeira metade do século XX e grande amigo de Pierre Verger. Outro grande trabalho neste tempo foi as ilustrações para um dos últimos livros do francês erradicado em Londres, André Savignon. Trabalho este bastante elogiado que abriria algumas portas ao solitário viajante.
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Em 1935, Verger chegou a ser preso em Sevilha acusado de espionagem. Não obstante, acaba sendo solto e começa a ilustrar alguns livros do editor Paul Hartmann - entre estes trabalhos - um deles marcaria profundamente Pierre, o livro Dieux d’Afrique. Este trabalho seria publicado apenas em 1954, mas bem antes - em meados da década de 30 - Verger começaria suas primeiras incursões pela África.
O contato com a cultura, a história dos povos africanos, foi fundamental para a construção da carreira e do olhar demasiado de Verger. O fotógrafo passa por diversos países, como Mali, Mauritânia, atravessa o Saara, Burkina Fasso e conhece os rituais, suas etnias e suas manifestações populares, guerreiros, tribos e religião, além das condições políticas da sociedade.
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Depois deste intenso momento e da volta a Paris e posteriormente, Londres, Verger seguia agora absolutamente autônomo, recusando contratos em nome da arte fotográfica em suas últimas consequências. Vai às Antilhas Francesas e depois a República Dominicana, onde é proibido de fotografar pela ditadura local. Verger ainda passou por Cuba e México. Estas importantes experiências viraram uma renomada exposição organizada pela Arts et Metiers Graphiques. A exibição foi batizada de “Exposição Universal”.
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Também neste ínterim - mais precisamente em 1935 - o romancista brasileiro Jorge Amado lança uma de suas obras primas. Jubiabá. Trazendo para a universalidade às peculiaridades brasileiras e a visão política do autor na pele do herói Antônio Balduíno. Não imaginava - o importante autor brasileiro - que a obra seria decisiva para os rumos de Verger. Fascinado e instigado a conhecer a cidade de Salvador, o mestre acabou desembarcando no Brasil tempos depois.
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O final da década de trinta foi marcante também para o mestre. Iniciando uma jornada asiática, percorrendo os conflitos no Japão, China - onde foi impedido novamente de fotografar - e Filipinas. Alguns destes documentos foram publicados pela LIFE Magazine. Verger ainda passou por Indochina e o atual Vietnã. Um grande mosaico cultural, filosófico, ritualístico é montado na obra do grande retratista. O contato com tribos distantes, algumas até então desconhecidas, de gestos, cores e dialetos peculiares é uma grande descoberta rica e documental para a arte de Verger.
Pierre esteve algumas outras vezes no Brasil - antes de finalmente se instalar definitivamente em 1946. Com uma relação problemática com o DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda do Regime Vargas - o fotógrafo viaja para a Argentina e também para o Peru, neste, vive um tempo na terra de uma das suas maiores referências fotográficas, o mestre e pioneiro Martín Chambi. Léopold Verger Desembarca no Rio de Janeiro e faz contato com a revista "O Cruzeiro" que lhe mandaria a cidade de Salvador na Bahia.
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Profundamente embevecido pela cultura africana, Pierre visita várias cidades brasileiras que têm relação próxima com esta cultura. Também através do amigo Alfred Métraux, ainda percorre a Guiana e o Haiti, onde tem contato com cerimônias religiosos, os rituais vodus e diversos cultos afros. De volta à Bahia, torna-se, Pierre Fatumbi Verger, depois de fazer sua incipiência no candomblé nagô na casa "Opô Afonjá" em Salvador.
Em 1998, sob a direção de Lula Buarque De Holanda e narração do musico Gilberto Gil, o documentário “Pierre Fatumbi Verger: O Mensageiro entre dois mundos” mostra esta relação intensa e apaixonada entre o artista e o Brasil e também sua admiração recíproca à cultura africana. Suas imagens são verdadeiros documentos antropológicos, históricos, alguns, únicos e preciosos na escrituração da imagem em ambientes até então, impenetráveis.
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Verger ainda lançou alguns notáveis trabalhos. "Notas sobre o culto aos orixás e voduns" (1957), resultado de pesquisas realizadas no início da década de 50, sobre cultos afros."Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo do Benin e a Baía de Todos os Santos, dos séculos XVII a XIX" lançado em 1968, é talvez sua obra mais extensa e ousada.
Neste magnífico trabalho de pesquisa, Verger realiza um poderoso estudo de campo sobre o comércio de escravos na República do Benim na África e Brasil, mais específicamente a Bahia. O projeto acabou se tornando referência crucial para as posteriores pesquisas sobre o tráfico de escravos.
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“Retratos da Bahia” em 1980 e "Orixás, Deuses iorubas na África e no Novo Mundo" (1981) versam pela análise ao culto e a cultura africana tradicional. “Ewé - O Uso das Plantas na Sociedade Ioruba” lançado em 1995, foi prefaciado pelo escritor Jorge Amado e seria sua última obra.
Verger ainda concebe - em 1988 - a Fundaçao Pierre Verger, e foi seu presidente até sua morte. A instituição é uma das mais importantes - para a manutenção da cultura africana no Brasil - além de possibilitar o contato com toda a obra de Verger, além de oficinas, encontros e intercâmbios entre artistas, estudantes e a sociedade geral. Um grande centro cultural com sede na antiga casa de Pierre na cidade baiana.
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Toda a obra deste magistral artista é capaz de erguer um grande painel de múltiplas tradições. Capaz de se fazer compreender em diversas línguas - algumas delas - incompreensíveis ou até abstrusas, mas fáceis de sentir suas nuances quando encontra um espírito complexo e porque não, onipresente.
“Fatumbi” foi sem dúvida, um mensageiro entre mundos. Aquele que desvendou o âmago de diversas culturas e os revelou em imagens inexauríveis, como a própria cultura, como a arte, como a sua arte. Um patrimônio de todas as gerações.
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A eternidade agradece.


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Pinturas do popular artista plástico Carybé.


Quem foi (biografia e trabalhos)

Hector Julio Paride Carybe, conhecido popularmente e artisticamente como Carybé, foi um importante artista plástico (pintor, gravador, escultor, ceramista, ilustrador e desenhista) argentino, naturalizado brasileiro. Nasceu na cidade argentina de Lanús em 7 de fevereiro de 1911, e faleceu em Salvador (Bahia) em 2 de outubro de 1997. 

Apaixonado pela Bahia, Carybé tornou-se conhecido com suas obras que valorizavam a cultura baiana, os rituais afro-brasileiros, a capoeira, as belezas naturais e arquitetônicas da Bahia.

Carybé fez ilustrações para livros de escritores famosos. Ilustrou a capa de livros do escritor baiano Jorge Amado e também do livro Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez. A ilustração do livro Macunaíma, de Mario de Andrade, também foi feita por Carybé.

Em 1947, Carybé trabalhou no jornal Diário Carioca, do Rio de Janeiro. Entre 1949 e 1950, trabalho no jornal Tribuna da Imprensa.

Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988. Estas obras fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, situado no bairro da Barra Funda (cidade de São Paulo). Fez também murais para o Aeroporto Internacional de Miami

Carybé também atuou na área pública, assumindo o cargo de secretário da educação do estado da Bahia.

     
  



Libertadores - painel de 1988 de Carybé (Memorial da América Latina, São Paulo, SP)





















Algumas obras de Carybé:

- São Jorge - nanquim de 1956

- Baianas – óleo sobre madeira de 1957

- Cidade Baixa - nanquim sobre papel de 1964

- Feira - nanquim sobre papel de 1964

- Nu sentado - óleo sobre tela de 1965

- Cabaré – óleo sobre tela de 1966

- Capoeira – crayon sobre papel de 1974

- Cangaceiros - vinavil sobre cartão colado em eucatex de 1987

- Murais do Memorial da América Latina - 1988

- Jogos – vinil encerado de 1990

- Os Conjurados – vinil encerado de 1995

http://www.suapesquisa.com/biografias/carybe.htm

http://miarteexpressao.blogspot.com.br/2013/08/obras-de-caribe.html

El compositor y productor musical Emilio Estefan publicó este lunes el video de la canción We’re All Mexican (Todos somos mexicanos).

El compositor y productor musical Emilio Estefan publicó este lunes el video de la canción We’re All Mexican (Todos somos mexicanos).
El compositor y productor musical Emilio Estefan publicó este lunes el video de la canción We’re All Mexican (Todos somos mexicanos) en honor a las contribuciones de los inmigrantes en Estados Unidos
Una larga lista de reconocidos cantantes, músicos, actores y comediantes, no solo de origen hispano, acompañan a Estefan en esta aventura musical que fue publicada en en apoyo al Mes de la Herencia Hispana, que se celebra del 15 de septiembre al 15 de octubre.
“Como inmigrantes, sentimos amor y apreciación por este país y por la libertad que representa. Tenemos que levantar nuestro orgullo y mostrarle al mundo todas las grandes cosas que estamos haciendo”, dijo Estefan en un comunicado de prensa. “Escribí y produje esta canción para comunicar un mensaje de unidad de todos los inmigrantes, y no para dividirlos”.
El lanzamiento de la canción coincide con la campaña de promoción del musicalOn Your Feet, que relata la vida del productor cubanoamericano y su esposa Gloria Estefan, como triunfaron en EEUU. On Your Feet se estrenará oficialmente el 5 de noviembre en Broadway, Nueva York.
El tema de la inmigración en Estados Unidos ha tomada auge recientemente en parte al debate político generado por el empresario y precandidato republicano Donald Trump, cuyas fuertes declaraciones sobre los inmigrante mexicanos han sido rechazadas por muchos sectores de la comunidad hispana y del país.
El video musical cuenta con la participación de los artistas Wisin, Pitbull, Thalia, Taboo (Black Eyed Peas), Gloria Estefan, Carlos Santana, Carlos Vives, Angélica María, Angélica Vale, Black Dada, El Cata, Jencarlos Canela, Natalia Jiménez, Rita Moreno, Pepe Aguilary Espinoza Paz, entre otros.
También están las comediantes Kathy Griffin y Whoopi Goldberg; los actores Amaury Nolasco, Eva Longoria, Carlos Ponce y el artista Romero Brito, entre otros.
http://www.creatividadinternacional.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O ano de 2015 vem passando e a Primavera Chegou para enfeitar nosso Planeta.

O ano de 2015 vem passando e a Primavera Chegou para enfeitar nosso Planeta.



                

Primavera és Bem Vinda. Felicidades a todos os amigos. Maria Lopes.

Primavera és Bem Vinda. Felicidades a todos os amigos. Maria Lopes.
Primavera és Bem Vinda. 
A primavera é a estação do ano que é marcada pelas flores e que vem após o inverno. No hemisfério sul, esta estação tem início no equinócio de setembro e tem fim no solstício de Dezembro.
A temperatura durante a primavera pode ser influenciada pelos oceanos. Nesta estação, os oceanos meridionais do hemisfério sul ainda estão frio, mas com o passar dos dias eles vão ficando mais aquecidos, o que resulta em temperaturas amenas.

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Excelente Semana a todos.

Lord of the Rings Medley - Lindsey Stirling

Estou passando para agradecer os 90k de visualizações nos Blogs. Maria Lopes

Maria Lopes e Artes  Estou passando para agradecer os 90k de visualizações nos Blogs. Maria Lopes                        140K no Instagram n...