segunda-feira, 17 de abril de 2023

Choro na Rua homenageia Zé da Velha no Festival de Choro

 Maria Lopes e Artes

Choro em Homenagem ao Zé da Velha no Festival de Choro .



Grupo tradicional de Niterói, o Choro na Rua se junta ao I Festival de Choro de Niterói. Com os convidados Marcos Flávio, Everson Moraes e Joyce Moreno, o show acontecerá na sexta-feira, 21 de abril, às 20h, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. A apresentação é uma homenagem a Zé da Velha e, além do show, acontecerá o lançamento do CD "Choro na Rua - obrigado Zé da Velha" pela gravadora Biscoito Fino.


Dando início a uma nova tradição para a cidade, o I Festival de Choro de Niterói chega para potencializar a cena local de um dos ritmos mais tradicionais do Brasil. Com uma programação intensa de shows e oficinas, o festival é uma realização da Prefeitura de Niterói através da Fundação de Arte de Niterói.

O Coletivo Choro na Rua, formado em 2016, tem como lema a prática da roda de choro, para manter viva a rica tradição instrumental do gênero da música popular nascida no Brasil. O grupo é formado por Silvério Pontes, Alexandre Maionese, Tiago Souza, Bebe kramer, Henrique Cazes, Alessandro Cardozo, Rogério Caetano, Vinicius Magal, Charles da Costa, Netinho Albuquerque e Rodrigo Jesus.

No dia 21 de abril, o Choro na Rua lança seu primeiro disco autoral: "Obrigado Zé da Velha". Produzido pela gravadora Biscoito Fino, o álbum reúne temas como "Homenagem a Velha Guarda", de Sivuca: "Chorinho pra você", de Severino Araújo; "Receita de Samba", de Jacob do Bandolim; "Cheguei", de Pixinguinha e Benedito Lacerda, "Vê se gostas", de Waldir Azevedo e Pitanga, além de temas autorais dos integrantes do coletivo. Produzido pelos músicos Alexandre Maionese, Henrique Cazes, Rogério Caetano, Silvério Pontes e Diego do Valle, o álbum “Obrigado Zé da Velha” traz em sua extensa ficha técnica um time de craques das cordas, dos sopros e da percussão.

Mais sobre Joyce Moreno

Nascida no Rio de Janeiro, a cantora, compositora, arranjadora e instrumentista, Joyce tem em sua bagagem uma extensa discografia.

Cerca de 400 gravações de músicas suas por alguns dos maiores nomes da música popular brasileira, como Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethania, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Edu Lobo, Emilio Santiago, Chico Buarque, Boca Livre, Nana Caymmi, Zizi Possi, Elizeth Cardoso, Simone, Wanda Sá, Monica Salmaso e muitos, muitos outros. Na área internacional, tem sido gravada por nomes de peso como Annie Lennox, Wallace Roney, David Sanchez, Jon Lucien, Claus Ogerman, Gerry Mulligan, Till Brönner, Flora Purim e outros mais.

Composições suas têm sido utilizadas em trilhas sonoras de filmes (como "O Jogador", de Robert Altman), animações (participou da trilha do anime japones “Wolf’s Rain” em parceria com a compositora japonesa Yoko Kanno), em programas de TV e em espetáculos teatrais. Sua marca registrada foi, desde o início da carreira, a linguagem feminina na 1ª pessoa, no que foi pioneira: foi a primeira compositora brasileira a se expressar desta forma na história da MPB, abrindo caminho para um sem-número de outras criadoras que viriam depois.

Atualmente, seu trabalho segue também trilha internacional, com turnês mundiais a cada ano e gravações de novos discos em diferentes países, sem perder nunca sua identidade brasileira-feminina. Apresenta-se anualmente no circuito Blue Note no Japão e em festivais de jazz e em turnês na Europa, Estados Unidos e Canadá.

Mais sobre Marcos Flávio

Marcos Flávio é professor da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde exerce intensa atividade didática ensinando Trombone, Práticas Interpretativas do Choro e como Coordenador do Coral de Trombones e Tubas da UFMG. Membro da ITA (Internacional Trombone Association) e da ABT (Associação Brasileira de Trombonistas). Tem apresentações registradas no Clube do Choro de Paris (FRA), Buenos Aires (ARG), Madri (ESP), Montevidéu (URU), Clube do Choro de Brasília (DF), Expomusic - Yamaha (SP), Clubes do Choro de Belo Horizonte, Betim e Juiz de Fora (MG), Projeto Minas ao Luar (SESC - MG), dentre outros.

O artista já dividiu o palco com músicos como Maria Schneider (EUA), Frank Sinatra Jr.(EUA), Bil Allread (EUA), Jeff Rupert (EUA), Rosa Passos, Gal Costa, Ivan Lins, Rafael Rocha, Chico Amaral, Ronaldo do Bandolim, Zé da Velha, Joel Nascimento, Vitor Santos, Henrique Cazes, Silvério Pontes, José Milton Vieira, Cléber Alves, Wilson das Neves, Monarco, Nelson Sargento, Radegundis Feitosa, Hamilton de Holanda, Carlos Malta, Mauro Rodrigues, Ramon Braga, José Paulo Becker, Nilsinho Amarante, Dudu Braga, Juarez Moreira, Nivaldo Ornelas, Silvio Carlos, Teco Cardoso, Toninho Horta, dentre outros.

Mais sobre Everson Moraes

Nascido em Cordeiro-RJ, Everson iniciou seus estudos na Sociedade Musical Fraternidade Cordeirense. É Bacharel em Trombone pela UNIRIO e Mestre em Música pela UFRJ, onde defendeu a tese "Irineu de Almeida e o Oficleide: o resgate de um instrumento esquecido".

É integrante do grupo de choro "Os Matutos", que desenvolve uma importante pesquisa de partituras em fazendas e bandas centenárias da região serrana do estado do Rio. Já trabalhou com importantes artistas da música popular brasileira, tais como: Ney Matogrosso, João Bosco, Francis Hime, Zeca Pagodinho, Mário Adnet, Nailor Proveta, Zé Renato, Maurício Carrilho, Cristovão Bastos, Zé da Velha, Silvério Pontes, dentre outros.

Foi professor de trombone em diversos festivais pelo país, como por exemplo: I Festival Internacional de Metais da UNIRIO, Painel Funarte de Música Popular, Oficina de Música de Curitiba, IV Festival Internacional de Trombones da UNIRIO, II Seminário Internacional de Performance e Pesquisa em Instrumentos de Metais e Painel Funarte de Bandas de Música.

Serviço

I Festival de Choro de Niterói - Show do Choro na Rua em homenagem a Zé da Velha
Data: Sexta-feira, 21 de abril de 2023
Horário: 20h
Evento gratuito
Classificação indicativa: livre

Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer
Endereço: R. Jorn. Rogério Coelho Neto, s/n - Centro




https://www.culturaniteroi.com.br/blog/festivaldechoro/5544


 

Senado reconhece escolas de samba como manifestação cultural.

 


O Senado aprovou nesta terça-feira (4) o PL 256/2019, que reconhece as escolas de samba do país como manifestação cultural nacional e prevê que o Poder Público deve garantir a livre atividade das escolas e a realização dos desfiles. O projeto de lei vai para sanção presidencial.

As escolas de samba surgiram nos anos 1920, nos bairros populares do Rio de Janeiro, em meio à popularização do carnaval no Brasil e da luta de reconhecimento dos negros dentro da sociedade urbana. O primeiro concurso de sambas foi realizado em 1929, com a participação da Mangueira, uma das agremiações mais tradicionais do carnaval carioca. A partir dos anos 60, os desfiles das escolas ganharam amplitude, com elaborados carros alegóricos e transmissão televisiva, além do enorme impacto financeiro nas economias locais, com movimentação do comércio e turismo, principalmente nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os desfiles das escolas de samba fazem parte da celebração do carnaval em diversas cidades brasileiras. 

Durante os debates do projeto na Câmara dos Deputados e no Senado, os parlamentares destacaram que as escolas de samba são fonte de renda durante todo o ano para famílias das comunidades, a exemplo dos ateliês de confecção das fantasias. Um estudo da prefeitura do Rio de Janeiro, divulgado em fevereiro deste ano, estima que 45 mil pessoas trabalham oficialmente no período do carnaval. Em um único dia de desfile, cerca de 20 mil pessoas circulam no Sambódromo. Em 2022, as escolas do Grupo Especial levaram para avenida 37,3 mil componentes.

O projeto propõe que a norma seja chamada de Lei Nelson Sargento, em homenagem ao cantor, compositor e sambista da Mangueira, morto em 2021.


https://www.ofluminense.com.br/entretenimento/2023/04/1262622-senado-



reconhece-escolas-de-samba-como-manifestacao-cultural.html

Petrópolis ganha mostra que destaca primeira estrada de ferro do país

 Maria Lopes e Artes.

                 Petrópolis ganha mostra que destaca primeira estrada de ferro do país


O município de Petrópolis, na região serrana fluminense, ganha neste domingo (16), a partir das 10h, a mostra permanente Painel de Cerâmica na Cidade Imperial cujo tema é Transporte e Independência. O objetivo é promover a memória histórica da Estrada de Ferro Mauá, que começou a ser construída em 1852. O tema celebra também os 200 anos da Independência do Brasil a partir do resgate da importância dos transportes para o progresso do estado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Idealizados pela artista plástica e ceramista Rane Bessa, os três painéis de cerâmica foram instalados na Praça de Nogueira, onde funciona o Centro Cultural Estação Nogueira, que tem preservada a história da ferrovia naquele município. O projeto tem patrocínio do governo fluminense, por meio do Edital Retomada Cultural 2, da Secretaria do Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Atendendo a um concurso nacional, 35 artistas enviaram suas propostas, sendo duas delas selecionadas pelas curadoras Patrícia Pedrosa, doutora em história da arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e por Rane Bessa.

Painéis

O primeiro painel, intitulado Dos Caminhos aos Reencontros, utiliza o processo de pintura digital em azulejo e foi criado pela artista Camila Gomes. O projeto foi executado por Lazaro Trucci. O painel busca reunir a história dos transportes no Brasil, a partir da construção da ferrovia, que teve grande importância para o desenvolvimento econômico do país, impactando o cotidiano das pessoas.

O segundo painel, da artista Margarida Gallo, identifica na gravura sobre cerâmica a locomotiva Baroneza, primeira a percorrer a Estrada de Ferro Mauá. A locomotiva ganhou fama no mundo devido à sua importância como meio de transporte. Atualmente, existem apenas dois exemplares da locomotiva, sendo um no Brasil e outro na Inglaterra. O painel tem execução de Rane Bessa.

Já o terceiro painel, de fotocerâmica, é intitulado Fotos Históricas e composto por imagens históricas da época da construção da Estrada de Ferro Mauá. Selecionadas por Rane Bessa, Julia Botafogo e Tadzia Maya, as imagens recriam a importância da primeira ferrovia do país para o progresso do Brasil. A base para o painel são as fotografias e litografias do artista Revert Henry Klumb, que documentou de 1863 a 1868 a construção da Estrada União e Indústria, que liga Petrópolis a Juiz de Fora. Promove também a importância das locomotivas como patrimônio cultural. Esse painel teve execução de Julia Botafogo.

A mostra ganha acessibilidade nos painéis Transporte e Independência, que trazem um QR Code com audiodescrição das imagens e texto da curadora em libras. Além do circuito de painéis, um minidocumentário reúne imagens dos bastidores da execução da mostra, bem como a importância da parceria com o Centro Cultural Estação Nogueira. Após a inauguração, serão promovidas, ainda durante o mês de abril, visitas guiadas com alunos da rede pública de ensino do município de Petrópolis, pela curadora Patrícia Pedrosa.

A estrada de ferro

Considerado Patrono do Ministério dos Transportes, Irineu Evangelista de Sousa (1813-1889), o Barão de Mauá, foi comerciante, empresário, político, armador, banqueiro, respondendo por grandes obras para o progresso do país. Em abril de 1852, ele conseguiu a concessão do governo imperial para construção e exploração de uma ferrovia que se estendia desde o Porto de Estrela, na Baía de Guanabara, até Fragoso, na Raiz da Serra. Sua intenção era subir até Petrópolis e, posteriormente, alcançar Minas Gerais e São Paulo.

Em maio do mesmo ano, ele fundou a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis. Em junho, recebeu concessão para explorar uma linha de navegação pela Baía de Guanabara desde a Prainha (atual Praça Mauá), no Rio de Janeiro, até Estrela (atual Magé), fazendo a integração dos transportes marítimo e ferroviário.

Em 29 de agosto de 1852, foi iniciada a construção da primeira ferrovia brasileira. A cerimônia de lançamento da pedra fundamental contou com a presença do imperador D. Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina. A Estrada de Ferro Mauá foi inaugurada em 30 de abril de 1854. Em 1954, por ocasião do seu centenário, a estrada foi declarada Monumento Histórico Nacional, sendo tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Barão de Mauá foi um dos responsáveis também pela construção da Estrada União e Indústria, a primeira rodovia pavimentada no Brasil, inaugurada em 23 de junho de 1861, ligando a cidade de Petrópolis a Juiz de Fora (MG).


https://www.ofluminense.com.br/cidades/2023/04/1263088-petropolis-ganha-mostra-que-destaca-primeira-estrada-de-ferro-do-pais.html?fbclid=IwAR1sm8gNnsJopqtaCTobpotvelidXo3j1j96sYNGqJcuKMsyMp9_f2gPea8#.ZDyEKelAORw.facebook

domingo, 16 de abril de 2023

16 de Abril – Dia Mundial da Voz

Maria Lopes e Artes. 






16 de Abril – Dia Mundial da Voz

  
Celebra-se no 16 de Abril, o Dia Mundial da Voz. A data é comemorada desde 2003 
e foi criada para conscientizar a população sobre a importância da voz e dos cuidados
 necessários para preservá-la. Mesmo que as pessoas em suas rotinas dificilmente 
se lembrem, todos precisam zelar pelas boas condições da voz, e para quem 
for utilizá-la profissionalmente, é necessário redobrar a atenção.
 
No Poder Judiciário por exemplo, Advogados, Juízes, e Promotores dependem da voz 
para exercer a sua profissão, pois a comunicação oral é uma parte essencial do seu trabalho. 
E ocorrem muitos problemas na voz pelo seu  mau uso, que acabam causando desgastes 
e alterações nas cordas vocais, consequentemente gerando irritação,
 tosse, pigarro, aumento de secreções e infecções, etc.
 
Segundo especialistas, a precaução com a voz é uma questão de condicionamento físico, 
pois ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia. 
Siga algumas dicas simples e muito úteis para a preservação de sua voz:
 
– Ingerir de 2 a 3 litros de água por dia;
– Falar sem esforço, articulando bem as palavras; 
– Evitar pigarrear ou gritar;
– Não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas;
– Não ingerir alimentos gelados.
 
Para maiores esclarecimentos sobre eventuais problemas com a voz, procure um fonoaudiólogo.

http://www.tjes.jus.br/16-de-abril-dia-mundial-da-voz/#:~:text=Celebra%2Dse%20no%2016%20de,cuidados%20necess%C3%A1rios%20para%20preserv%C3%A1%2Dla.
FONTE: Ministério da Saúde


Imagem ilustrativa: https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/microfone-dourado

sábado, 15 de abril de 2023

15 de Abril, comemora-se o Dia Mundial da Arte.

Maria Lopes e Artes

 15 de Abril,  comemora-se o Dia Mundial da Arte.


15 de Abril,  comemora-se o Dia Mundial da Arte.

É uma comemoração internacional das artes plásticas, declarada pela Associação Internacional de Arte para promover a conscientização da atividade criativa em todo o mundo.
.
Em 15 de abril de 1452 nascia o mestre italiano Leonardo da Vinci. Para marcar a data, desde 2012 a Associação Internacional de Arte instituiu o aniversário de Da Vinci como o Dia Mundial da Arte.




Na mesma data também é celebrado o Dia Mundial do Desenhista.





Discurso de Lula na posse de Dilma no banco dos Brics.

Maria Lopes e Artes

 Discurso de Lula na posse de Dilma no banco dos Brics.  

                   https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2023-04/lula-quer-relancar-parceria-com-china-em-mais-de-20-acordos    

Em discurso durante a posse de Dilma Rousseff, nesta terça-feira, 13, como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, em Xangai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que “a união de países emergentes é capaz de gerar mudanças sociais e econômicas relevantes para o mundo”, questionando a hegemonia do dólar e de países ricos.

Leia o discurso completo:

É com grande alegria que retorno a Xangai após quase 20 anos, e por um motivo muito especial. Tenho a satisfação de reencontrar a presidenta Dilma Rousseff e o prazer de comemorar sua escolha para comandar esta importante instituição.

A posse de uma mulher à frente de um banco global de tamanha envergadura seria por si só um fato extraordinário, num mundo ainda dominado pelos homens. Mas a importância histórica deste momento vai mais além.

Dilma Rousseff pertence a uma geração de jovens que nos anos 70 lutaram para colocar em prática o sonho de um mundo melhor – e pagaram caro, muitos deles com a própria vida.

Meio século depois, o Novo Banco de Desenvolvimento surge como ferramenta de redução das desigualdades entre países ricos e países emergentes, que se traduzem em forma de exclusão social, fome, extrema pobreza e migrações forçadas.
Senhoras e senhores.

A mudança do clima, a pandemia de Covid-19 e os conflitos armados impactam negativamente as populações mais vulneráveis. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável passam por graves retrocessos, e muitos países em desenvolvimento acumulam dívidas impagáveis.

É neste contexto adverso que o Novo Banco de Desenvolvimento se impõe.

A decisão de criar este banco foi um marco na atuação conjunta dos países emergentes. Por suas dimensões, tamanho de suas populações, peso de suas economias e a influência que exercem em suas regiões e no mundo, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não poderiam ficar alheios às grandes questões internacionais.

As necessidades de financiamento não atendidas dos países em desenvolvimento eram e continuam enormes.

A falta de reformas efetivas das instituições financeiras tradicionais limita o volume e as modalidades de crédito dos bancos já existentes.

Pela primeira vez, um banco de desenvolvimento de alcance global é estabelecido sem a participação de países desenvolvidos em sua fase inicial. Livre, portanto, das amarras das condicionalidades impostas pelas instituições tradicionais às economias emergentes. E mais: com a possibilidade de financiamento de projetos em moeda local.

A criação deste Banco mostra que a união de países emergentes é capaz de gerar mudanças sociais e econômicas relevantes para o mundo. Não queremos ser melhores do que ninguém. Queremos as oportunidades para expandirmos nossas potencialidades, e garantir aos nossos povos dignidade, cidadania e qualidade de vida.

Por isso, além de continuar trabalhando pela reforma efetiva da ONU, do FMI e do Banco Mundial, e pela mudança das regras comerciais, precisamos utilizar de maneira criativa o G-20 (que o Brasil presidirá em 2024) e o Brics (que conduziremos em 2025) com o objetivo de reforçar os temas prioritários para o mundo em desenvolvimento na agenda internacional.

Senhores e senhoras, o Novo Banco de Desenvolvimento tem um grande potencial transformador, na medida em que liberta os países emergentes da submissão às instituições financeiras tradicionais, que pretendem nos governar, sem que tenham mandato para isso.

O banco dos Brics já atraiu quatro novos membros: Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos e Uruguai. Vários outros estão em vias de adesão, e estou certo de que a chegada da presidenta Dilma contribuirá para esse processo.

No Brasil, os recursos do Novo Banco financiam projetos de infraestrutura, programas de apoio à renda, mobilidade sustentável, adaptação à mudança climática, saneamento básico e energias renováveis.

Em conjunto, os membros do Brics ampliam sua capacidade de atuar positivamente no cenário internacional, contribuindo para evitar ou mitigar crises e beneficiando as perspectivas de crescimento e desenvolvimento de nossas economias.

Por tudo isso, o Novo Banco de Desenvolvimento reúne todas as condições para se tornar o grande banco do Sul Global.

Senhoras e senhores, o tempo em que o Brasil esteve ausente das grandes decisões mundiais ficou no passado. Estamos de volta ao cenário internacional, após uma inexplicável ausência. Temos muito a contribuir em questões centrais do nosso tempo, a exemplo da mitigação da crise climática e do combate à fome e às desigualdades.

É intolerável que, num planeta que produz alimentos suficientes para suprir as necessidades de toda a humanidade, centenas de milhões de homens, mulheres e crianças não tenham o que comer.

É inadmissível que a irresponsabilidade e a ganância de uma pequena minoria coloquem em risco a sobrevivência do planeta e de toda a humanidade.

O Brasil está de volta. Com a disposição de contribuir novamente para a construção de um mundo mais desenvolvido, mais justo e ambientalmente sustentável.

Queremos compartilhar com todos os países interessados a experiência de crescimento econômico com inclusão social que o Brasil viveu durante meu governo e o governo da presidenta Dilma Rousseff.

As políticas públicas de nossos governos foram capazes de resgatar 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza, e retirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU pela primeira vez em nossa história. Ao mesmo tempo, o Brasil se tornou a 6ª maior economia do planeta.

Estou certo de que a experiência da presidenta Dilma ao governar o Brasil se renovará à frente deste importante instrumento para o desenvolvimento de nossos países.

Sua presidência representa o compromisso renovado do Brasil com os Brics. E é também mais uma demonstração da disposição brasileira de consolidar o fortalecimento deste Novo Banco de Desenvolvimento diante dos desafios e da necessidade de contínuo aprimoramento institucional e operacional.

Fico feliz por termos uma mulher forte e experiente à frente dessa instituição. Muito boa sorte, felicidades e sucesso nas suas novas funções, presidenta Dilma. Muito obrigado.

Matéria completa: https://veja.abril.com.br/mundo/leia-a-integra-do-discurso-de-lula-na-posse-de-dilma-no-banco-dos-brics/

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Dia 16 de abril, às 15h, , a Orquestra da Grota se apresentará gratuitamente no Museu do Ingá, no Museu do Ingá,

 

Maria Lopes e a Arte do Espetáculo.

Neste domingo, dia 16 de abril, às 15h, a Orquestra da Grota se apresentará gratuitamente no Museu do Ingá, um espaço da Fundação de Artes do RJ (FUNARJ), em Niterói.

O concerto faz parte da série Mestres da Música, e fará duas apresentações: “As Quatro Estações”, de Vivaldi, e “Suíte Carmen”, de Georges Bizet, com solo e regência do violinista e maestro, Yuri Reis.

Venha participar deste espetáculo!
Museu do Ingá: Rua Presidente Pedreira, 78 - Niterói.
Dia 16 de abril, às 15h.
Entrada Franca.
Capacidade de 60 lugares.







Carnaval do Povão é na Intendente Magalhães.

  Maria Lopes e Artes.  Carnaval do Povão é na Intendente Magalhães.  Intendente é do povão. Não não tem essa história de jurados da ala ...