Uma Poesia
POEMA DE TÂNTALO
Queres poemas de Sol?
- Mas como, se os não sinto?
- Todo este mundo que seduz e assombra,
treme na dor do tempo dos génios realizados
que degolam o Sol
num arco de sombra!
- Aonde pode haver um grito espesso
para tingir de Sol o nosso espaço
se o Homem construiu no seu progresso
venturas de cimento e almas d'aço?
Onde chega o sonho em alvorada
já não acorda o sono à consciência...
Um verso é como um átomo do nada
dançando nas retortas da ciência!
- Queres poemas de Sol
quando na Terra pesam
toneladas de gelos fratricidas?
- As máquinas já pensam!,
os povos já não cantam!,
e as vidas são estátuas sem pensar de vidas!
- Queres poemas de Sol?
- Talvez tenhas razão!
Talvez vivam de ti tal qual os imaginas...
Arranca-os do teu peito !,
dá-mos! - por que não?
- Habito em minha sede... e vejo só ruínas!
Ulisses Duarte
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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