quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Desencanto (Manuel Bandeira)


Desencanto (Manuel Bandeira)



Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

Eu faço versos como quem morre.

Nenhum comentário:

Singapura Obrigada por sua visita. Maria Lopes e Artes

Blogs. Maria Lopes  Singapura Obrigada por sua visita. Maria Lopes e Artes   Saiba qual postagem foi visitada por Singapura.  https://aniver...