Recebi a visita de "Erechim, cidade Capital da Amizade".
Erechim é um município muito acolhedor. Situado no estado doRio Grande do Sul, é considerada um centro sub-regional no país, é a cidade polo da região doAlto Uruguai Gaúchoe a segunda cidade mais populosa do norte do estado.
A cidade foi uma das primeiras cidades brasileiras modernas planejadas. O planejamento viário havia sido inspirado em conceitos urbanísticos usados nos traçados de Washington, Paris, Buenos Aires e Belo Horizonte. Agregando funcionalidade e beleza.
Caracterizada pela presença marcante de um conjunto arquitetônico diversificado, Erechim guarda muita cultura e é conhecida pela cordialidade para com quem chega.
Por ser uma cidade tão receptiva e de gentilezas tantas, bem como o mate que passa de mão mão sendo um dos cartões postais, recebe muitos elogios. E foi com essa amabilidade que recebeu carinhosamente o título "Erechim, cidade Capital da Amizade".
Foi durante um dos shows realizados pelos festejos de cinquenta anos do município, em 1968, por Rubem Safro, popular e localmente conhecido como Buja, que animava a festa. Logo a alcunha foi adotada pelo município, devido à diversidade das etnias que compõem a sua população e à harmonia de sua convivência.
A região foi colonizada basicamente por imigrantes de origem polonesa, alemã, judaica e, principalmente, italiana. Demostrando que as diferenças não impediram a boa confraternização entre todos.
José de Dome, nome artístico inspirado em sua mãe, Dometila, nasceu em 1921 no Brasil. Sua trajetória é marcada por uma luta constante e pela busca pela expressão artística. Começou a trabalhar na mesma fábrica onde sua mãe e avó, Maria Pastora, eram tecelãs, em 1935. Em 1940, mudou-se para Massaranduba, em Salvador, e foi ali que teve contato com grandes nomes da arte, como Mário Cravo, Mirabeau e Carybé, que o incentivaram a seguir sua vocação. Durante essa fase, trabalhou em diversos ofícios, como servente de pedreiro e vigilante noturno, até se dedicar totalmente à arte.
José de Dome deixou um legado de obras poderosas, algumas das quais estão na Coleção BANERJ, no Museu do Ingá, e se tornou uma referência para a arte negra no Brasil. Sua história, assim como a de muitos outros artistas negros, é parte fundamental da cultura e da história da arte no país — presente também no jazz, na capoeira, no rock e em tantas outras manifestações culturais.
Conscientizar-se e abraçar a arte como forma de resistência é um passo importante para a construção de um mundo mais justo e igualitário.
Informações sobre a obra:
José de Dome (1921 - 1982)
Feira de Noite (1965)
Óleo sobre tela sobre madeira
Coleção BANERJ/Museu do Ingá
O Museu do Ingá é um espaço FUNARJ.
Para mais informações entre em contato com comunicacao.museudoinga@gmail.com