BOI QUENTURA CHEGADA AO ENCONTRO DE BOIS TIMBAÚBA 2025 #carnaval
Evento tradicional de Pernambuco e baseado no Bumba Meu Boi.
Bumba meu boi é uma festa popular brasileira que celebra a cultura do país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. É uma das danças folclóricas mais tradicionais do Brasil.
Características
Envolve música, dança e teatro
Conta a história de um boi estilizado que ganha vida
É uma celebração da identidade, diversidade e riqueza cultural do Brasil
É Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
Tradições
Os participantes dedicam-se ao artesanato, trabalho de confecção de instrumentos musicais, bordado da fantasia do boi
O boi usado durante as apresentações é produzido com armações feitas em madeira e revestidas com tecidos bordados e coloridos
Os movimentos do boi são controlados por um homem que fica embaixo da fantasia, chamado de “miolo do boi”
Origem
Tem origem no Nordeste brasileiro no século XVIII
Representa uma forma de resistência e expressão cultural das comunidades afro-brasileiras
Concurso DE BOIS DE BUZI DE TIMBAÚBA BOI QUENTURA 2024 DE BUZINA DE TIMBAÚBA
Maria Lopes e Artes recebe visitante de Cochin no Carnaval 2025
Cochin Carnaval 2025
Cochim (em malaiala: കൊച്ചി, Kochi) é a maior cidade do estado de Querala, na Índia, cerca de 220 km a norte da capital do estado, Tiruvanantapura. Fez parte do Estado Português da Índia entre 1503 e 1663.
Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil, será homenageada pelo enredo do Paraíso do Tuiuti, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (4).
História
Sequestrada no Congo para ser escravizada em Salvador no século 16, Xica Manicongo foi batizada como Francisco. Sua história foi descoberta pelo antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, que encontrou nos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, uma denúncia de sodomia feita em 1591 à Inquisição.
Segundo os documentos, Xica faria parte de “uma quadrilha de feiticeiros sodomitas”. A palavra sodomia se refere a uma interpretação de uma passagem bíblica que faz referência a atos considerados imorais. Os arquivos diziam também que Xica, que trabalhou como sapateira na capital baiana, tinha grande resistência em usar roupas ligadas ao imaginário masculino.
Após ser denunciada, Xica foi condenada a ser queimada viva em praça pública, e seus descendentes desonrados até a terceira geração. Para não sofrer a condenação, ela deixou de lado o vestuário e os modos femininos e passou a se comportar como um homem. De acordo com a literatura, Xica foi definida como travesti pela primeira vez, na década de 2000, por Majorie Marchi, então presidente da Associação de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro (Astra-Rio).
Hoje, Xica é lembrada como um símbolo de resistência para a população LGBTQIAP+ negra e periférica. Seu nome é frequentemente citado em estudos sobre gênero, raça e escravidão no Brasil. Em Salvador e em outras partes do Brasil, a memória de Xica Manicongo tem sido resgatada por movimentos populares, artistas e historiadores que buscam dar visibilidade às histórias de pessoas LGBTQIAP+ na diáspora africana.
Ela também é citada em produtos culturais e artísticos, como na música Amor amor da cantora e compositora Linn da Quebrada, e tem seu nome estampado em coletivos e institutos, como o Quilombo Urbano Xica Manicongo, em Niterói (RJ).
Link da matéria completa no final da postagem.
Enredo: Quem tem medo de Xica Manicongo?
Cores: Azul e Amarelo 💙💛
Presidente: Renato Ribeiro Martins (Renato Thor)
Direção de Carnaval: Andrezinho Show, Thiago Dias, Allan Guimarães e Rodrigo Soares
Carnavalesco: Jack Vasconcelos
Intérprete: Pixulé
Mestre de Bateria: Marco Antônio da Silva (Marcão)
Rainha de Bateria: Mayara Lima
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane
Comissão de Frente: Cláudia Motta e Edifranc Alves
Letra:
Só não venha me julgar Ô Ô
Pela boca que eu beijo
Pela cor da minha blusa
E a fé que eu professar
Não venha me julgar
Eu conheço o meu desejo
Este dedo que acusa
Não vai me fazer parar
Faz tempo que eu digo não
Ao velho discurso cristão
Sou Manicongo
Há duas cabeças em um coração
São tantas e uma só
Eu sou a transição
Carrego dois mundos no ombro
Vim Da África Mãe Eh Oh
Mas se a vida é vã Eh Oh
Mumunha
Jimbanda me fiz
N Ganga é raiz
Eu pego o touro na unha
A bicha, invertida e vulgar
A voz que calou o “Cis tema”
A bruxa do conservador
O prazer e a dor
Fui pombogirar na Jurema
Chama a Navalha, a da Praia e a Padilha
As perseguidas na parada popular
E a Mavambo reza na mesma cartilha
Pra quem tem medo o meu povo vai gritar
Eu travesti
Estou no cruzo da esquina
Pra enfrentar a chacina
Que assim se faça
Meu Tuiuti
Que o Brasil da terra plana,
Tenha consciência humana
Chica vive na fumaça
Eh! Pajubá!
Acuendá sem xoxá pra fazer fuzuê
É Mojubá
Põe marafo, fubá e dendê (Pra Exu)