A aparição das escolas de samba está ligada à história do Carnaval carioca e ao surgimento do samba como hoje ele é. Foram os sambistas do Estácio, um bairro vizinho ao porto do Rio de Janeiro, que fundaram a primeira escola de samba, em 1928, a Deixa Falar. A ideia foi de Ismael Silva, que queria um bloco carnavalesco diferente, em que os participantes pudessem dançar e, ao mesmo tempo, evoluir ao ritmo do samba.
No início, as escolas de samba não eram chamadas de escola, apesar de seus criadores assim a designarem. Elas eram tratadas pela população e pela imprensa como blocos de Carnaval.
O termo escola só começou mesmo a ser empregado a partir de 1932, quando aconteceu o primeiro desfile oficial de escolas de samba do Rio de Janeiro. Ele foi vencido pela Mangueira, uma das primeiras escolas de samba a ser fundada.
O De Lá pra Cá deste domingo (19) vai mostrar como foi o primeiro desfile de escolas de samba da história. E também como esses desfiles evoluíram nestes 80 anos.
Participam do programa as historiadoras Rosa Maria Araújo e Raquel Valença, a carnavalesca Rosa Magalhães e o pesquisador de Carnaval brasileiro Hiran Araújo.
Fofura na Sapucaí: escolas de samba mirins desfilam no fechamento do carnaval
Os pequenos invadiram a avenida na noite da última sexta-feira, 7, entregando muito carisma. Pimpolhos da Grande Rio, Netinhos do Tuiuti e Estrelinha da Mocidade foram algumas das atrações. Ao todo, 18 escolas participaram do desfile infantil, na ordem:
Pimpolhos da Grande Rio, Inocentes de Caprichosos, Infantes do Lins, Golfinhos do Rio de Janeiro, Corações Unidos do CIEP, Herdeiros da Vila, Tijuquinha do Borel, Aprendizes do Salgueiro, Ainda Existem Crianças de Vila Kennedy, Virando Esperança, Estrelinha da Mocidade, Nova Geração do Estácio, Império do Futuro, Filhos da Águia, Mangueira do Amanhã, Petizes da Penha e Miúda da Cabuçu. #TerraNoCarnaval Luciano Barreto/Riotur
Escola de Samba Tom Maior é Campeã do Grupo de Acesso 1 com Enredo Dedicado a Angola
A escola de samba brasileira Tom Maior sagrou-se campeã do Grupo de Acesso 1 no Carnaval de São Paulo 2025, apresentando um enredo emocionante em homenagem a Angola. O desfile destacou a riqueza cultural do país africano, reforçando a conexão histórica entre as duas nações. Segundo a escola, o objetivo do desfile foi “encorajar Angola na reconstrução cultural do seu povo e o renascimento de um Império a ser contemplado pelo seu próprio olhar”. Os trajes do “Tom Maior” foram cuidadosamente elaborados para representar a essência da cultura angolana, com o tecido samakaka, símbolo de identidade nacional, presente em diversas alas. O traje Bessangana, que remete às mulheres de Luanda, além da máscara Tchokwé e da imponente Palanca Negra Gigante, símbolo nacional de Angola, também marcaram presença no desfile, com detalhes ricos em missangas e adereços vibrantes.