quinta-feira, 22 de março de 2012
Vida!
Mãos se oferecem a outras mãos,
Braços se entrelaçam...
Em longos abraços.
A menina descalça,
Corre ao longo da praia
Oferece encanto e magia
Ao espelho do mar.
Num dar-se constante
Em encontros fraternos
O mar envolve a areia,
As conchas dançam...
Nos lençóis das ondas.
Mar, amor
Vibração...
Homem!
Mulher!
Vida!
Instante.
Texto de Maria Lopes de Andrade, Rio de Janeiro 26 de agosto de 1985.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Drummond de Andrade
O nome de Drummond está associado ao que se fez de melhor na poesia brasileira. Pela grandiosidade e pela qualidade, sua obra não permite qualquer tipo de análise esquemática. Para compreender e, sobretudo, sentir a obra desse escritor, o melhor caminho é ler o maior número possível de seus poemas.
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Poetaminas disse...
Sempre haverá um pedra no meio do caminho, mas nós temos que retirá-la se quisermos passar.
http://spinolapoesias.blogspot.com.br/
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Poetaminas disse...
Sempre haverá um pedra no meio do caminho, mas nós temos que retirá-la se quisermos passar.
http://spinolapoesias.blogspot.com.br/
terça-feira, 20 de março de 2012
NOS CAMINHOS DO CORAÇÃO
Quando você puder:
Movimente-se, fale, trabalhe ou escreva para fazer o bem.
Não pergunte.
Sirva.
Alguém está precisando.
Quem é, saberá você depois.
Jejuns e penitências, serão válidos.
A dieta pode ajudar a vida e prolongá-la.
Promessas observadas trazem o benefício da disciplina e da educação.
Existem, no entanto, certos votos de que todos devemos compartilhar: aceitar os outros como são, servir sem incomodar, abençoar sempre, desculpar sem restrições.
pelo Espírito André Luiz - Do livro: Endereços da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier
Sugestões de Vida - Francisco Cândido Xavier
Muita gente pensa e diz
Que todo coração a envolver-se no bem
Parece caminhar na tempestade,
A lutar e sofrer como ninguém.
Entretanto, alma boa,
Prossegue edificando sem crer nisso,
Ninguém progride e nem se aperfeiçoa
Sem calos e sem choques em serviço.
Tudo o que serve, tudo o que auxilia,
É ação em disciplina firme e atenta;
Anota os benefícios mais singelos
Com que a vida na Terra te sustenta.
Fita uma vela acesa, em pleno escuro,
Nobre lição de apoio a que o mundo nos leva,
Recorda um vagalume afastando um gigante,
Um guarda a consumir-se eliminando a treva.
Solo ferido é o berço da semente,
Semente sufocada é a fonte da fartura,
O trigo não fornece pão à mesa,
Sem sofrer na engrenagem que o tritura.
O piso que mantém a casa erguida
Oculta-se no chão em gratuito recesso,
A movimentação das máquinas no mundo
É força que se queima em louvor do progresso.
As férreas vigas do edifício enorme
Em que dispões de lar, segurança e defesa,
Vestem-se no cimento que se faz
Das pedras que se arranca à natureza.
Assim também, alma querida e bela,
Aprendendo a servir no campo do Senhor,
É preciso esquecer-nos no trabalho,
Buscando na humildade a presença do amor.
pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Tempo de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
Mãos Dadas - Carlos Drumond de Andrade
MÃOS DADAS Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história, não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida, não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
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