sábado, 2 de novembro de 2024

No Blog. Maria Lopes e Artes já estamos esquentando os tamborins do Carnaval 2025 .

 

Maria Lopes e a Arte do Espetáculo 

No Blog. Maria Lopes e Artes já estamos esquentando os tamborins do Carnaval 2025 .




Confira a Sinopse do Império da Uva



ABAYOMIS!

A Boneca Preta do Brasil… Da Ancestral Referência à Resistência Atual!

As bonecas Abayomis têm como ancestrais as bonecas feitas no continente africado. Elas representam a força e o dom de curar o mundo, que as mulheres negras carregam em seus ventres. Brincar com bonecas pretas é uma magia indescritível… Referência para as crianças que se espelham nelas e cura para as adultas que as manipulam. Esta magia do brincar com bonecas, esta força da mulher negra mãe da humanidade… Abayomis de Lena Martins…

Abertura

A origem ancestral de toda boneca é a África, assim como toda humanidade tem sua origem na África!

O Continente africano, com sua vasta energia maternal, não cansa de nos surpreender, encantar e de produzir beleza e cultura!

As bonecas Abayomis de Lena Martins carregam consigo uma poderosa lenda e energia ancestral:

Contam que as mulheres trazidas escravizadas em navios negreiros precisavam entreter e acalmar suas crianças e de suas roupas tiravam trapos para criar bonecas para que estas brincassem e pudessem manter viva a esperança durante a terrível viagem!

Além desta lenda, as Abayomis carregam a ancestralidade da magia profunda Africana! E nos remetem as bonecas ritualísticas do continente preto. Dentro do seu folclore estas bonecas estão ligadas a figura mítica de Anansi, que possui forma de homem e de aranha e que teria construído bonecas de cabaça para conseguir os tesouros com os quais comprou as histórias do Rei do Céu. Por isso, Anansi é dono de todas as histórias e, por isso, as bonecas africanas são ligadas diretamente a contação de histórias.

As Abayomis foram criadas mesmo por Lena Martins, em 1987, são bonecas que nasceram livres. São bonecas que possuem a ancestralidade das bonecas africanas de diversos povos negros.

 

Magia com Bonecas…

A exemplo dessa ancestralidade e dessa magia com bonecas, temos as bonecas protetoras, feitas em Camarões, por ferreiros da tribo Namji. Que são bonecas originalmente sem adornos e usadas como brinquedos para meninas. Enquanto a menina ia crescendo, essa boneca ia ganhando adornos, e quando ela atingia a puberdade, a boneca se tornava uma boneca de fertilidade e era então vestida com miçangas, conchas, moedas e outras bugigangas. Cuidada como se fosse uma criança de verdade, pois ela representa a força e o poder daquela menina que está se tornando mulher. Por fim elas se tornariam um ícone que imortalizava tal mulher e através do qual ela podia ser cultuada pelos seus descendentes, após sua morte.

E quando aquela mulher negra morria a boneca seguia sendo cultuada pela família, temos aqui a prática de criar bonecas funerárias, o que liga estas bonecas africanas com a origem das múmias do Egito, que eram também bonecas funerárias de diversos povos antigos.

Tradicionalmente, as bonecas Namji eram usadas como amuletos de boa sorte, decorações. Dadas de presente, elas faziam parte de práticas rituais e herança de família.  As bonecas eram feitas de quase tudo: argila, madeira, sementes, legumes e fibras tecidas, ou seja, do que brotava do solo africano.

Outro exemplo de bonecas ancestrais africanas são as bonecas Nkondi que são estatuetas místicas feitas pelo povo Kongo da região do Congo. Nkondi são uma subclasse de Minkisi (Orixás) e são considerados selvagens e poderosos. O nome nkondi deriva do verbo konda, que significa “caçar” e, portanto, nkondi significa “caçador”, porque eles podem caçar e atacar malfeitores, bruxas ou inimigos. Estas bonecas são espetadas por pregos a cada pedido feito e quando o pedido se realiza o prego deve ser retirado!

A cultura africana se espalhou e sincretizou com os povos de todo o mundo, não apenas no Brasil, sendo assim, o mesmo ocorreu com as bonecas pretas, elas foram se unindo a cultura local e florescendo em diversas novas vertentes. As Vaudous (Vodus) bonecas de tecidos da América Central, são exemplos disto, pois assim como a boneca do Maracatu, possui suas origens na antiguidade africana. A boneca do Maracatu, chamada Calunga possui grande misticismo e é um totem e representa a própria mulher que a carrega e a fertilidade dela; já as bonecas vodus servem para curar e para matar, em um rico culto que tem suas raízes na África Mãe.

 

A criadora das Abayomis…

Em Lena Martins encontramos a representatividade e a força da mulher preta. Ela que via sua mãe costurar bonecas de pano para ajudar na renda familiar, todas bonecas brancas. Lena então reuniu retalhos que sua mãe se desfazia ao costurar, ainda quando morava no Maranhão, criou suas bonecas Abayomis, sem costura apenas com rasgos de tecido amarrados que vão ganhando formas femininas nas mãos de artesãs. Bonecas pretas e cheias de representatividade.

Quando se mudou para o Rio de Janeiro, Lena Martins ganhou fama mundial com suas bonecas!

 

Símbolos de Resistência…

“Com o passar dos anos a boneca Abayomi se tornou um símbolo de resistência e empoderamento feminino, pois mesmo durante as maiores dificuldade é possível encontrar beleza e esperança.”

Lena Martins possui a representatividade preta que inspira crianças, inspira movimentos sociais e se irmana ao movimento da “Boneca Preta”, movimento que cria bonecas ao estilo Barbie, mas com a pele negra, e também bonecas pretas modernas vestidas de rainhas, super heroínas, divas do cinema, nomes famosos da história e Orixás. Estas bonecas dão a muitas meninas a oportunidade de sonharem, e de terem referências para que estes sonhos sejam grandiosos. E nascem das mãos de muitos artesãos como o carnavalesco Clébio de Freitas, que há mais de duas décadas, produz bonecas suvenires que se tornaram símbolo do carnaval carioca.

Aqui, em plena inspiração do carnaval, evocamos a representatividade das Drag Queens, a elas carinhosamente chamamos “bonecas”, pois são cheias de alegria e magia, de glamour e fantasia… Elas que são cidadãs e sofrem perseguições de fundamentalistas extremistas e terroristas sociais.

Nessa apoteose de folia e brincadeira surgem as bonecas do carnaval!

Brincar é um ato revolucionário em uma vida cheia de dores… Brincar é um direito de toda criança, e de todo adulto… E toda criança preta precisa crescer em um mundo onde haja referências dignas para elas! Imaginem a dor dessas crianças ao crescerem vendo apenas heróis brancos, brincando apenas com bonecas brancas… Queremos bonecas pretas para todos!

Mensagem…

Entendemos que as bonecas pretas nascem da magia africana e hoje são ícones de representatividade na luta contra o racismo e fortalecem o empoderamento de cada criança preta.

Que as Abayomis nos ensinem acolhimento e respeito, e que todos fomos um dia crianças e que brincar é fundamental para crescermos e nos tornarmos adultos saudáveis. Que as Abayomis nos protejam e embalem os nossos sonhos mais belos na Império da UVA!

Biu Oliveira William e Marlene Martiniano

https://sambanaintendente.blog/2024/07/23/confira-a-sinopse-do-imperio-da-uva-3/

ENREDO: ''Teatro Experimental do Negro - Arte, Cultura e Resistência''

Maria Lopes e a Arte do Espetáculo
Arrastão de Cascadura 2025 Samba Oficial.

ENREDO:
''Teatro Experimental do Negro - Arte, Cultura e Resistência''



ENREDO: ''Teatro Experimental do Negro - Arte, Cultura e Resistência''






ENREDO: ''Teatro Experimental do Negro - Arte, Cultura e Resistência''
O teatro nos traz o meu samba em cartaz É o povo do gueto na culture Na pele do ator, é preta a cor Bravo Arrastão de Cascadura Hoje não tem a mordaça Da minha raça... sou a voz Um anjo negro foi quem semèou Abdias Nascimento... Por nos sempre lutou Com a força dos seus ancestrais Quebrou barreiras...das intolerâncias da vida Bonecas de piche rainhas mulatas Fez do personagem um expoente E a raiz africana emergente O quilombo destacou o que o afro revelou Deu na capa do jornal Que o teatro experimental...Brilhou... Есоôu... O grito de igualdade a conquistar Um ato de resistência enfrentou O preconceito pela cor Orfeu da Conceição Tem sangue de Aruanda Se faz constelação O negro no meu samba Otelo é inspiração Pra nossa gente nunca mais Pedir socorro E erguer a voz... Contra o algoz É nós do morro Sigo de punho cerrado Na busca por um ideal Meu caminhar conduz A luta continua No papel principal Do meu carnaval E o negro quem atua COMPOSITORES: Jayme César, Richard Valença, Júlio pinel, Serginho rocco, Rodrigo Gomes, Nilson lemos, Orlando Ambrósio, Evandro Irajá, Cosminho, Berval e Anderson Alemão.

A FLIM já é sucesso em seu segundo dia de evento.

A FLIM já é sucesso em seu segundo dia de evento. 

FLIM. Festival Literário Internacional de Maricá

Local: Orla de Maricá

Grande movimento de visitantes. 




"A Flim ocupa um espaço de mais de 10 mil metros quadrados somente na área de tendas, que contará com a arena de debates “Papo Flim” (400 lugares), a “Flimzinha” (área infantil) e a “Tenda Literária Flim”, onde estarão disponíveis estandes de 100 editoras, 180 selos e 12 mil títulos de livros com preços acessíveis."



 



Veja a programação no link abaixo. 


FLIM 2024. Festival Literário Internacional de Maricá. RJ

Blog. Maria Lopes e Artes  

FLIM 2024. Festival Literário Internacional de Maricá. RJ

                                                                                                   


                  

                                Alunos da Escola Municipal Vereador Osdevaldo Marian da Mata.

          

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Blog. Maria Lopes e Artes em visita à Casa Heloisa Alberto Torres

Blog. Maria Lopes e Artes em visita à Casa Heloisa Alberto Torres

Casa Heloisa Alberto Torres. Itaboraí. RJ. 


O sobrado do século XVIII, antiga residência da família Alberto Torres, foi doado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no fim da década de 70. Hoje abriga a Casa Heloísa Alberto Torres e a Fundação de Arte e Cultura de Itaboraí. 

Possui salas de exposição e de pesquisa, e uma biblioteca cujo acervo inclui parte dos estudos realizados pela antropóloga, arqueóloga e etnógrafa Heloísa Alberto Torres (1895-1977). 

A casa onde ela morou em seus últimos anos de vida guarda ainda livros raros e a correspondência trocada com o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss. 

O espaço integra o Instituto Brasileiro de Museus e dispõe de salões para exposições temporárias de artes plásticas, duas salas permanentes de pesquisa: a sala da Memória e a Sala Família Alberto Torres, uma sala permanente de arte sacra, além de jardim externo, para eventos musicais e teatrais.
















 Endereço:Praça Mal. Floriano Peixoto, 305 – Centro, Itaboraí – RJ, 24800-113

Imagem ilustrativa da Casa: https://visite.itaborai.rj.gov.br/casa-heloisa-alberto-torres/

https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=445224

Descanse à Beira da Fogueira - Sons e Paisagens para Paz Interior


Maria Lopes e a Arte do Espetáculo. 

Descanse à Beira da Fogueira - Sons e Paisagens para Paz Interior

"O mundo precisa de paz assim como o coração precisa de amor."@lindasreflexoesoficial 



Lique no link abaixo se inscrevam  no Canal do YouTube. Obrigada. 

Carnaval do Povão é na Intendente Magalhães.

  Maria Lopes e Artes.  Carnaval do Povão é na Intendente Magalhães.  Intendente é do povão. Não não tem essa história de jurados da ala ...